ANALISE DA SAÚDE AMBIENTAL EM ÁREA DE OCUPAÇÃO IRREGULAR AO LONGO DE UM TRECHO DO RIO BAQUIRIVU – GUAÇU NO MUNICÍPIO DE GUARULHOS SP

Data, horário e local: 29/08/2018,13:30h, Campus Ponte Estaiada (Rua Ministro Nelson Hungria,541)

Mestranda: CARLA ALICE GUELLI DA SILVA

Orientadora: Dra. Alessandra Marnie M. Gomes de Castro

Banca: Dra. Alessandra Marnie M. Gomes de Castro (FMU)/Dra. Renata Ferraz de Toledo (FMU)/Dra. Thais Garcia da Silva(FIC)

 Resumo: O presente estudo teve como objetivo analisar aspectos relacionados à saúde ambiental de um assentamento informal localizado em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, no bairro Parque São Luiz. O local é decorrente de antropização em área inapropriada, margeando um córrego chamado Cocho Velho, trecho do rio Baquirivu-Guaçu, afluente do rio Tietê. Devido à degradação causada nesse ambiente, foi realizado, por meio de revisão bibliográfica e entrevistas, levantamento histórico da ocupação, caracterização geográfica do local e levantamento de indicadores sanitários e socioeconômicos, e ainda inquérito parasitológico em moradores locais e sua geodistribuição. Resultados identificaram problemas socioambientais importantes como a falta de esgotamento sanitário em todas as moradias analisadas, ventilação inadequada devido ao baixo número de janelas, inadequação no acondicionamento de resíduos, aglomeração de pessoas nas residências, presença de animais sinantrópicos e, portanto, dificuldades, por parte dos moradores locais, para a realização de determinadas práticas adequadas de saúde. As amostras coletadas, por meio do método Hoffman, apresentaram resultados positivos para pelo menos um dos enteroparasitos: Entamoeba coli, Endolimax nana, Giardia lamblia e Iodamoeba butschlii. A geodistribuição revelou que os casos positivos não estavam distribuídos de forma homogênea entre os domicílios, demonstrando que havia um aglomerado espacial com risco de infecção 7,5 vezes maior. A localização das moradias em um contexto de aglomeração espacial foi considerada como um fator que amplia a exposição à riscos de transmissão. Tem-se, portanto, um quadro de sobreposição de riscos e ampliação de situações de vulnerabilidade socioambiental, associado à ausência de saneamento básico, negligência de políticas públicas e a ineficiência de processos de educação em saúde, destacando-se, dessa forma, a importância de um olhar sistêmico para essa realidade. Nesse sentido, como produto dessa pesquisa, foi elaborado um manual destinado à profissionais da saúde, a fim de contribuir para melhor compreensão e enfrentamento da problemática investigada, a partir do conceito de Saúde Única.

 Palavras-Chave: assentamento informal, degradação ambiental exclusão social, parasitoses, poluição dos rios, sistema de esgotamento sanitário, política de saúde pública; rio Baquirivu-Guaçu.

 

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